segunda-feira, 7 de junho de 2021

A Escrita Ferro e Fogo

 Entre 4.000 e 3.000 a.C., importantes desenvolvimentos técnicos começaram a transformar as cidades neolíticas. Era preciso controlar as quantidades de grãos produzidos e trocados, ou seja o que era comprado e vendido. Ficava cada vez mais difícil guardar tudo na memória . Tornou-se necessário criar marcas para diferentes unidades: um, cinco e dez , por exemplo. Depois , uma marca que significasse a fruta, outra que significasse grão , e assim por diante. As pessoas aprenderam a fazer essas marcas e a interpretá-las. Foi o nascimento da escrita e dia documentos . E da história. Tal invenção , associada à utilização de metais, que ampliou o controle humano sobre o meio ambiente e seus recursos, modificou mais uma vez as relações humanas. Antes do ano 4.000 a.C., os artesãos já haviam descoberto que as rochas portadoras de metais podiam ser aquecidas e derretidas. Dessa forma, era possível extrair delas o metal e moldá-lo para fabricar ferramentas e armas de maior utilidade que os instrumentos de pedra. O cobre foi o primeiro metal a ser utilizado, mas a grande descoberta foi a dos artesãos da Ásia Menor, que o combinaram com o estanho, dando origem ao bronze, metal muito mais duro e resistente. O uso do bronze em larga escala entre 3.000 e 1.200 a.C. levou os historiadores a chamarem esse período de Idade do Bronze. No período posterior, o uso do ferro começou a ser maior que o bronze, metal muito mais duro e resistente. O uso do bronze em larga escala entre 3000 e 1200 a.C. levou os historiadores a chamarem esse período de Idade do Bronze. No período posterior, o uso do ferro começou a ser maior que o do bronze . Outra invenção para o bem e para o mal. O mesmo ferro que permitia produzir ferramentas mais eficientes para a agricultura também permitia produzir armas melhores.