sábado, 15 de janeiro de 2022

A Europa e os Imigrantes

 Nas décadas de 1960 e 1970 , a Europa, principalmente a parte ocidental, vivia um excepcional crescimento econômico. Os europeus , de maneira geral, encontravam facilmente empregos na indústria e no comércio , atividades que se expandiram rapidamente. Por isso, não se interessavam em exercer atividades braçais , geralmente menos valorizadas, como a limpeza pública , a construção civil e os trabalhos domésticos. Essas vagas eram preenchidas por imigrantes vindos principalmente das ex-colônias europeias da África e da Ásia. Naquela época ainda não havia atritos entre esses imigrantes e a população Europeia. Na década de 1980, porém , o mundo viveu uma grave crise econômica decorrente do "choque do petróleo" e do aumento da concorrência internacional. Então, muitas empresas demitiram grande número de empregados. Sem alternativas, milhões de desempregados europeus foram obrigados a disputar com os imigrantes os empregos antes desprezados, de menor remuneração . Em muitos casos, os imigrantes acabaram favorecidas na disputa porque aceitavam receber salários ainda menores. Essa situação causou revolta em muitos europeus, que acusavam os imigrantes de roubar seus empregos. Os mais intolerantes e violentos passará. a ser conhecidos como neonazistas já que seu comportamento lembrava o dos nazistas nos momentos tristes vividos por povos perseguidos na Europa Durante a Segunda Guerra Mundial. Tornaram-se muitos comuns os atos violentos contra os imigrantes. Apesar de hostilizados, é preciso lembrar que os imigrantes também foram fundamentais para o funcionamento da economia de muitos países europeus. Eles possuem famílias muito numerosas , e sua presença significou um percentual maior de trabalhadores e consumidores. Há esse lado bom nessa história entre imigrantes e a Europa.